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24 de novembro de 2016

Como lidar com o ciúme das crianças com irmãos

Antes de mais nada, temos que dizer: o ciúme, além de normal, pode levar a uma competição sadia que ajuda os dois irmãos a crescer. É difícil, no entanto, enxergar um aspecto positivo diante das dificuldades que a chegada de uma nova criança em casa traz – dificuldades para dormir, deixa de fazer tarefas simples para pedir auxílio aos pais... espacialistas podem nos ajudar nessas tarefas. Confira!

1) Esforçar-se para lhe dar a mesma atenção de antes.

2) Falar e mostrar fotos do tempo em que ele também era bebê.

3) Mostrar ao ciumento as vantagens de ser mais velho - sabe falar, andar, fazer um monte de coisas sozinho...

4) Ter em casa brinquedos novos embrulhados para presentear o mais velho sempre que o outro ganhar um.

5) Não exigir silêncio por causa do bebê. Recém-nascidos são capazes de dormir em meio à maior confusão e o outro ficará mais ressentido.

6) Providenciar brinquedos que permitam à criança dar vazão à agressividade - massinha, material para desenho e um tambor são boas idéias.

7) Elogiar os progressos dele para que não fique tentado a se comportar como um bebê.

8) Não cair na tentação de deixar o pai dar dedicação total ao mais velho como compensação - só aumentará a sensação de que a mãe não tem mais tempo para ele.

9) Lembrar sempre que o ciúme e a vontade de agredir são naturais e nunca dizer que a criança está sendo má ou fazendo uma coisa feia.

Nada disso significa, porém, que as crianças vão crescer às turras. Mas é bom saber que tal fase de rejeição agressiva - mais comum quando a mais velha tem entre 1 e 3 anos - não passa tão depressa assim.

Os especialistas calculam que leva em torno de um ano e piora por volta dos 4, 5 meses da mais nova - época em que se torna mais "perigosa", porque já faz gracinhas - e outra vez perto do primeiro aniversário - aí, a rival deixou de ser um simples bebê.

Em compensação, se os pais (em especial, a mãe) souberem levar a coisa com jeito, podem transformar cada novidade do caçula numa manifestação de afeto pelo outro tipo "viu só?, o sorriso da Duda era só pra você!". Dar uns tapas, como a mãe de Lucas às vezes tem vontade de fazer, é uma atitude compreensível, mas nem pensar: até porque a criança vai se sentir no direito de também bater no bebê por pura vingança. (Fonte: Revista Claudia)